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07:00 - 19.11.2008
Politica
Corrêa afirmou ainda que vai se reunir nesta tarde com direção da Abin e PF para 'agilizar' investigações
BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal,
Luiz Fernando Corrêa, disse nesta terça-feira, 18, que o delegado
Protógenes Queiroz é um "servidor a mais" no órgão, sobre a
possibilidade dele voltar a conduzir a Operação Satiagraha.
"Ele
é um servidor a mais como qualquer outro da Polícia Federal. Estamos
usando cada um dentro do seu potencial e de forma a dar maior retorno
ao serviço. Não personalizamos a gestão da polícia ou as operações.
Isso não é patrimônio de ninguém, é o Estado brasileiro reagindo ao
crime."
O diretor-geral da Polícia Federal informou
ainda que, na tarde de hoje, irá se reunir com a direção da Abin na
sede da Polícia Federal para "agilizar e estreitar" os processos de
investigação internos.
Durante o lançamento de um novo
sistema de apoio ao Departamento de Polícia Federal (DPF) no controle e
fiscalização de produtos químicos, ele evitou comentar os últimos
episódios da Operação Satiagraha e afirmou apenas a Polícia Federal
"está funcionando plenamente".
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06:58 - 19.11.2008
Cidade e Regiao
Fundação Casa rompeu convênio com Salesianos
São
Carlos vive um impasse entre a Fundação Casa e o Grupo Salesianos que
mantém a unidade de semi-liberdade para adolescentes em situação de
risco ou infratores. O projeto mantido pelos Salesianos, que tem como
marca principal a reeducação, deixou de receber recursos estaduais.
Sem
dinheiro suficiente, as atividades sócio-educativas da instituição
foram encerradas. Dos 15 funcionários, 14 foram demitidos. Os
alojamentos estão vazios. Os 15 adolescentes atendidos no programa
apenas dormiam no local, mas durante o dia participavam de atividades
sócio-educativas e profissionalizantes. Isso só era possível por causa
do convênio entre a entidade e a Fundação Casa.
A medida acabou
afetando quem tinha um parente sendo atendido na instituição. Este é o
caso da dona-de-casa, Teresa Sampaio. Ela deixou o emprego para
acompanhar o filho.” No regime de semi-liberdade eu sabia que ele
ficava aqui fazendo as atividades, não tinha preocupação”, disse ela.
A
Fundação Casa informou que o convênio só não foi renovado porque o
Grupo Salesianos não aceitou as mudanças impostas. Disseram ainda que
são a favor da gestão compartilhada, mas exigia medidas de segurança no
local.
Um dos motivos alegados foi o assassinato, em março deste
ano, do educador Artur Carlos de Lima dentro da instituição. Ele foi
baleado por um interno. O rapaz fez três disparos na frente dos colegas
e de outros funcionários e fugiu, mas foi preso pouco tempo depois.
O
padre Agnaldo Silva, Presidente do Grupo Salesianos disse que eles
trabalhavam com dois vigilantes não armados no período noturno. Se a
Fundação Casa também estivesse trabalhando teria outros dois. “A
Fundação Casa tem centenas de mortes de educadores e adolescentes nas
costas, mas nem assim eles melhoraram o sistema de trabalho deles”,
disse o padre.
O juiz da Vara de Infância e Juventude, João
Batista Galhardo, vai avaliar se os jovens precisam ser transferidos
para outra instituição, ou ser beneficiados por outra medida
sócio-educativa.
Além da Fundação Casa, a cidade tem o serviço
municipal do Núcleo de Atendimento Integrado (NAI), que atende a jovens
infratores com medidas sócio-educativas.
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06:57 - 19.11.2008
Arte e Cultura
SÃO PAULO - Respeitar a dualidade de concepção
de Sansão e Dalila, de Camille Saint-Saëns - que, iniciado como um
oratório dramático, converteu-se em ópera por sugestão de Franz Liszt,
que haveria de estreá-la em Weimar - foi a preocupação que guiou o
diretor cênico André Heller-Lopes na concepção da montagem que estréia
sábado no Teatro Municipal de São Paulo. Em conversa com o Estado, ele
chamou a atenção para "a natureza essencialmente de uma obra que se
equilibra entre o religioso e o profano, e mostra Sansão como o homem
público, juiz e líder, e como o homem apaixonado e atormentado pela
solidão e seu destino fatal". "Ao invés de tentar solucionar essas
ambigüidades, preferi investir nelas como fio condutor da encenação",
diz o diretor.
Sansão (Richard Berkeley-Steele) e Dalila (Denise de Freitas) em uma das cenas fortes da montagem. Foto: Paulo Pinto/AE
Em Londres, onde trabalhou como assistente de direção no Covent
Garden e dirigiu seus próprios espetáculos, Heller diz ter observado
montagens que querem "atualizar o contexto criando escândalo, como se
faz desde os anos 80 e, infelizmente, ainda com muita freqüência hoje
em dia". Mas também teve contato com produções que "buscam um
entendimento renovado da obra, que permitam ao público de hoje
comunicar-se com o drama e a música com a mesma intensidade que o da
época da estréia". Nesse sentido, para ele, "o papel do diretor é o de
ser um canal por meio do qual compositor, artistas e obra possam mais
facilmente provocar emoção ao publico". "E, para isso, a música é a
fonte de inspiração primária para criar as imagens e cenas."
"O libreto tem de ser levado muito a sério", diz Heller - e essa é
uma preocupação que o norteou em suas bem-sucedidas montagens para o
Teatro Municipal: La Fille du Régiment ou a recente Ariadne auf Naxos.
"Acho importante acreditar no compositor e no libretista - você pode
até me chamar de fora de moda, por isso - e, num drama histórico, numa
ópera em que os personagens principais são pessoas reais, ou mitos
criados a partir de pessoas de carne osso, é fundamental buscar
alimento para a imaginação na documentação que os cerca: no caso, o
Livro do Juízes, na Bíblia. Ela amplia os limites necessariamente mais
estreitos do libreto, permitindo maior compreensão da natureza humana
dos personagens."
Para o diretor, "Sansão é um herói que, como os heróis da tragédia
grega, é um ser especial pela forma digna, sobre-humana, como enfrenta
um destino adverso, traçado para ele por uma forca superior". "É um
homem marcado pela missão de ter sido consagrado a Deus para libertar
Israel. A sua força sobre-humana o destaca de seu próprio povo e o
torna objeto do ódio dos filisteus. É um homem solitário, que procura
relações afetivas, mas elas são essencialmente autodestrutivas, pois
lhe roubarão a sua força e o transformarão num homem como os outros. É
um líder sanguinário, responsável por dezenas de mortes, e que se
suicida causando, como está na Bíblia, a destruição de mais homens do
que tinha matado em toda sua vida."
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06:55 - 19.11.2008
Economia
SÃO PAULO - O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson,
mostrou uma visão sóbria da economia do país nesta terça-feira, 18,
afirmando que é "irreal" esperar que o pacote de resgate de US$ 700
bilhões vá reverter os estragos causados pela crise financeira
e admitiu que é necessário fazer mais. Em discurso preparado para o
Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Paulson rejeitou ainda a
necessidade de usar recursos do fundo de resgate para ajudar os
mutuários, indo de encontro aos comentários da presidente da Corporação
Federal de Seguro de Depósitos (FDIC), Sheila Bair, presente na mesma
audiência.
Paulson (esq.), Bernanke e Sheila Bair na Câmara Foto: Reuters
Ao
lado do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, Paulson afirmou
que a aprovação do plano de resgate em outubro permitiu que o governo
federal tomasse "ações decisivas" para evitar mais choques ao sistema
financeiro. Mas, admitiu, "é necessário fazer mais". "Não é uma
panacéia para todas as nossas dificuldades econômicas", disse.
"O
plano de resgate não tinha a intenção de ser um estímulo econômico ou
um pacote de recuperação econômica; ele tinha como objetivo fortalecer
os fundamentos da nossa economia por meio da estabilização do sistema
financeiro, e é ilusório esperar que o plano reverta os danos que já
foram provocados pela gravidade da crise", afirmou.
Mutuários
Na
audiência, Sheila Bair defendeu que o governo dos EUA precisa fazer
mais para evitar o número recorde de execuções de hipotecas que causou
a crise financeira atual. "Conforme as execuções aumentam, estamos
claramente ficando atrasados. Uma intervenção muito mais agressiva é
necessária, se quisermos conter os danos a nossas vizinhanças e à saúde
da economia", afirmou.
Paulson, por sua vez, disse
que os programas imobiliários existentes são suficientes e que "a coisa
mais importante que pode ser feita para reduzir o número de execuções
de hipotecas é aumentar o acesso aos empréstimos hipotecários de baixo
custo". A FDIC e o governo Bush há semanas vêm lutando sobre um plano
de Bair de responder mais agressivamente à questão das execuções. Na
semana passada, o governo se juntou às agências hipotecárias Fannie Mae
e Freddie Mac para anunciar um plano bem mais limitado para lidar com
hipotecas problemáticas.
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06:53 - 19.11.2008
Ciencia e Tecnologia
WASHINGTON - Os astronautas Heidemarie M. Stefanyshyn-Piper e Stephen
G. Bowen saíram nesta terça-feira, 18, da Estação Espacial
Internacional (ISS) no primeiro de quatro dias de trabalhos
extraveiculares na missão da nave Endeavour.
Stefanyshyn-Piper, de 45 anos, e Bowen, de 44, abandonaram o
compartimento Quest às 16h09 (de Brasília) e trabalharão fora da ISS
durante seis horas e meia, informou a Nasa, a agência espacial
americana.
Enquanto os astronautas iniciarão a substituição de um tanque de
hidrogênio e a limpeza de uma junta rotatória em boreste, a Endeavour e
a ISS, que viajam cerca de 26 mil km/h, completarão cinco órbitas cerca
de 385 quilômetros da Terra.
Na estação, o especialista de missão Don Pettit e a engenheira de
vôo Sandra Magnus operarão o braço robótico do posto orbital, um
projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 nações.
Todos os trabalhos desta excursão de trabalho são coordenados pelo especialista de missão Shane Kimbrough.
A primeira das tarefas nesta caminhada espacial é a mudança de um
conjunto de tanque de nitrogênio, vazio, da plataforma externa de
armazenamento da ISS à adega da "Endeavour", que o transportará de
retorno à Terra.
Depois, transferirão um novo acoplamento de mangueira flexível à
plataforma externa de armazenamento para uso futuro quando for
necessário, e retirarão uma cobertura de isolamento no mecanismo de
atraque do módulo japonês Kibo.
Em seguida, começarão a limpeza e lubrificação da junta rotatória de
painéis solares em boreste e a substituição de suas almofadas.
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06:50 - 19.11.2008
Mundo
DUBAI - Os piratas que capturaram um superpetroleiro saudita com carga
estimada em US$ 100 milhões em petróleo ancoraram o navio no litoral da
Somália nesta terça-feira, 18. A embarcação pode ser avistada de uma
pobre aldeia de pescadores. Enquanto isso, a Marinha dos Estados Unidos
e outras forças navais decidiram não intervir, pelo menos por enquanto.
O navio Sirius Star, que ia da Arábia Saudita para os EUA pelo sul
da África, foi capturado cerca de 450 milhas náuticas a sudeste do
porto queniano de Mombaça, muito distante do Golfo de Áden - longe do
"Beco dos Piratas", como é conhecido o trecho onde muitos navios são
raptados. A captura também aconteceu apesar de uma resposta naval na
região, incluindo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e
da União Européia, para proteger uma das mais importantes rotas
marítimas do mundo. Navios de guerra dos Estados Unidos, da França e da
Rússia também estão na área.
Sem muitas opções, os proprietários de navios recentemente
seqüestrados acabam pagando resgate para reaver cargas, tripulantes e
embarcações. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
informou que não desviaria nenhum de seus três navios de guerra no
Golfo de Áden. A 5ª Frota da Marinha dos EUA também manifestou não ter
a intenção de interceptar o MV Sirius Star.
"Acredita-se que todos os 25 tripulantes a bordo estejam em
segurança", disse a Vela Internacional em um comunicado. "Agora, a Vela
espera obter mais contato com os piratas que controlam o navio".
Segundo a Vela, há dois britânicos, dois poloneses, um croata, um
saudita e 19 filipinos no navio. A Vela opera a Sirius Star, que é de
propriedade da Aramco. O navio, que tem capacidade para transportar 2
milhões de barris de petróleo, foi seqüestrado por piratas somalis no
fim de semana.
A
pirataria tem elevado o custo dos seguros, além de obrigar algumas
embarcações a contornarem toda a África em vez de usarem o canal de
Suez, elevando os gastos com frete. Os piratas já obtiveram milhões de
dólares em resgates nos últimos anos, e agora realizaram um dos ataques
mais ousados e espetaculares da história marítima.
A Vela não especificou onde o Sirius Star está ancorado. Andrew
Mwangyra, coordenador da Associação de Marinheiros do Leste da África,
havia dito que o navio poderia estar na costa de Eyl, vilarejo que é
fortaleza dos piratas, na província semi-autônoma de Puntland. "O mundo
nunca viu algo assim... Os piratas somalis tiraram a sorte grande",
disse Mwangura, cujo grupo monitora a pirataria há anos.
No litoral somali, a população local olhava maravilha para o imenso
navio, que tem 329 metros de proa a popa. Em Atenas, o ministro das
Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Saud Faiçal, qualificou
como ultrajante o seqüestro do superpetroleiro e declarou nesta
terça-feira que seu país unirá forças a uma campanha internacional para
erradicar a pirataria. Nos primeiros comentários do governo saudita
sobre o ataque, o príncipe Saud Faiçal qualificou a pirataria como um
problema complexo que exige uma reposta internacional. "Este ato
ultrajante perpetrado por piratas, penso eu, apenas reforçará a
determinação dos países do Mar Vermelho e do resto do mundo para
combater a pirataria", declarou o chanceler saudita. "A pirataria é
contra todos. Assim como o terrorismo, trata-se de uma doença que deve
ser erradicada."
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06:48 - 19.11.2008
Brasil
BRASÍLIA - Mudou o comando do inquérito da
Operação Satiagraha, mas não mudou a disposição da Polícia Federal de
prender o banqueiro Daniel Dantas. Novo titular do caso, o delegado
Ricardo Saadi pretende culminar a investigação com o pedido de prisão
do fundador do Grupo Opportunity. Ainda não há prazo para a conclusão
da devassa, que depende de algumas medidas, como perícia em HDs do
banco de Dantas.
Saadi recebeu da cúpula da PF a missão de "desidratar" o relatório
do delegado Protógenes Queiroz, afastado do caso em julho, em meio a
acusações de irregularidades na operação, inclusive vazamentos, e de
ter produzido um relatório contaminado por considerações tidas como
"românticas" e "subjetivas".
Desta vez, o pedido de prisão deverá ser sustentado por um texto
objetivo, baseado em provas robustas e técnicas, acrescidas de fatos
novos levantados na segunda fase do inquérito, determinado para
corrigir as falhas do original. Será o terceiro pedido de prisão de
Dantas feito pela PF. Saadi tomou cuidado para não criar mais um fato
político, na avaliação de seus superiores.
Com 240 páginas, o relatório parcial foi entregue à 6ª Vara Criminal
Federal de São Paulo, que ainda não deliberou sobre algumas medidas
solicitadas pelo delegado. Faltam também os resultados das últimas
perícias em documentos.
No final do inquérito, Dantas será indiciado pelos mesmos crimes do
primeiro parecer produzido por Protógenes: lavagem de dinheiro, evasão
de divisas, fraude financeira e formação de quadrilha.
O pedido de prisão, que pode ser temporária (cinco dias, renováveis
por igual período) ou preventiva (pelo tempo que durar a instrução
criminal), será baseado no mesmo fundamento dos dois anteriores: poder
de Dantas de obstruir a Justiça, pressionar testemunhas e corromper
autoridades.
As prisões anteriores foram decretadas pelo juiz Fausto Martin De
Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, mas ambas foram revogadas pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O próximo
pedido também será julgado por De Sanctis.
No último dia 12, Saadi entregou ao juiz o relatório parcial,
apontando novos indícios sobre atividades ilícitas do grupo criminoso
supostamente comandado por Dantas. O relatório, cuja essência será
mantida no texto final, foi elaborado com base na análise de documentos
bancários e contábeis recolhidos em 8 de julho, durante a operação, e
em depoimentos tomados nos últimos três meses.
Defesa
"Creio que qualquer medida desse gênero, se realmente a Polícia
Federal solicitar a prisão de Daniel Dantas, mostrará postura de
justiça medieval", reagiu o criminalista Nélio Machado, defensor do
controlador do Opportunity. "Seria a continuação do cipoal de
violências e arbitrariedades que estamos assistindo de maneira
flagrante desde o dia 8 de julho, quando o juiz (De Sanctis), que na
verdade é um verdugo e o justiceiro de uma milícia forense, decretou a
prisão por duas vezes."
Machado disse que, se de fato a PF requerer a custódia de Dantas,
"será um ato lamentável". "E contra ele vamos fazer a resistência legal
com base nos princípios legais e na Constituição."
Destacou que o banqueiro "jamais deixou de atender a qualquer
intimação ou convocação ou convite de autoridades para depor, fosse na
policia, na Justiça ou no Congresso".
Machado avalia que "não há uma única prova de envolvimento com crime
organizado". Ele suspeita que seu cliente é alvo de "uma perseguição
desmedida" e argumenta que o Opportunity é uma instituição que trabalha
sob fiscalização do Banco Central.
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06:44 - 19.11.2008
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